segunda-feira, 18 de março de 2019

Heidelberg: Do Castelo aos bolinhos de marzipã


Hoje eu vim escrever sobre uma parte muito especial da Alemanha: Heidelberg. Aproveitei um dos meus poucos finais de semana livres do trabalho e corri para conhecer essa cidade, que e considerada por muitos a mais romântica dos pais. E olha, foi corrido, foi cansativo, mas valeu cada minutinho. E eu vou explicar para vocês exatamente o porquê!



Bom, para começo de conversa, Heidelberg tem uma natureza incrivelmente linda. Cortada pelo rio Neckar e rodeada por montanhas, a cidade exala beleza em qualquer época do ano. Fui no final do inverno (meados de marco) e acabei pegando dias bem nublados e uma chuvinha, mas que, na verdade, trouxeram ainda mais beleza a cidade. A neblina cobria as montanhas como um tapete e o vento carregava a água do rio com uma forca impressionante.

Vale também mencionar que a cidade abriga a Universidade mais antiga da Alemanha (fundada em 1386) e que, mesmo depois de trancos e barrancos nas diversas guerras pelas quais passou, esta hoje firme e forte e uma das mais prestigiadas do país.


Depois de uma looonga viagem de trem (6 horinhas de Berlim), cheguei com muita sede ao pote para conhecer essa cidade.  Era por volta de meio-dia e eu tinha que aproveitar o máximo possível, pois no dia seguinte, eu partiria às 15h de volta a Berlim, ou seja, pouco mais de 24 horas na cidade. Corri para o hotel na intenção de fazer o check-in, deixar a mochila e correr pra turistar. Porém, contudo, entretanto, todavia, o recepcionista me disse que eu tinha direito a um welcome drink (drink de boas-vindas), então acabei ficando no bar do hotel mais do que deveria. Rsrs

Como eu tinha um passeio de ônibus marcado para às 15h, bebi uma cerveja no bar do hotel e só deu tempo mesmo de ir caminhando ate o ponto de encontro do passeio. Mas deu pra ver as belezas do caminho, inclusive o rio e as belas pontes. O passeio durou 1 hora e, sinceramente, não recomendo. Tem um audioguia explicando algumas coisas históricas da cidade enquanto passamos pelos pontos, mas me pareceu bem entediante. Eu sugiro fazer por conta própria e, de preferência, a pé, porque e tudo pertinho. 

Aqui abaixo, por exemplo, está a Rua Principal (Hauptstrasse) da cidade.




No caminho de volta, parei na Marktplatz (ou Praça do Mercado). Como em muitas cidades europeias, é o centro principal da cidade antiga, onde se concentra a maior parte dos turistas. Nessa foto aqui em baixo, atrás de mim está o prédio da Igreja do Espírito Santo, a mais famosa da cidade. Ela é mencionada em manuscritos desde 1239, mas esse é o terceiro prédio no local. 




Além da Igreja, lá estão a Prefeitura, hotéis, cafés, restaurantes e bares. A praça - como e próprio nome diz - também serve como um mercado semanal.



COMIDAS

Depois, estava azul de fome e de sono (já que havia acordado às 5 da manha para pegar o trem), então decidi voltar para próximo ao hotel e procurar alguma coisa para comer por perto. No caminho, me deparei com a padaria Gundel, cheeeinha de doces maravilhosos e resolvi comprar um Heidelberger Kurfürstenkugel para experimentar. Esse docinho coberto por chocolate branco ou preto e um símbolo da historia da cidade e também um ótimo presentinho para trazer de lá. Olha que delicia: são pequenas bolas de bolo cremoso com um núcleo de creme de nougat, rodeado por um manto de marzipã e uma crosta de chocolate.



Isso obviamente não encheu nem o buraco do meu estomago, então parti para um restaurante alemão para comer algo típico (porque em Berlim não se come comida alemã, né? Hahaha #brinks). Encontrei esse lugarzinho que, sem brincadeira, tem um dos melhores pratos alemães que já comi. Pedi esse Kartoffelpuffer com espinafre e queijo, que MEU DEUS, estava muito delicioso. Recomendo demais esse prato esse lugar.




Depois da tão merecida “soneca” (que durou 2 horas), fui jantar em um restaurante africano INCRIVEL também, com comida típica da Etiópia. Eu nunca tinha provado e AMEI. O nome do lugar e Kilimanjaro e o prato e Tumtumo Brsen.



Eu tinha visto online que o bar do Hotel EuropäischerHof Heidelberg era bem avaliado pelos drinks e ambiente, então resolvi dar uma passadinha lá. Bom, estava bem vazio (só tinha eu, praticamente), mas mesmo assim resolvi experimentar um drena. Pedi um Cosmopolitan, que sim, estava muito gostoso, mas me custou metade do rim esquerdo: 16,50 EUR o drink. Acredite: isso e MUITO caro para padrões alemães.




Quando voltei para o hotel na intenção de tomar mais um drink lá, o bar já estava fechado. Fui dormir.



No domingo, acordei mais renovada e fui checar o cafá-da-manhã do hotel. MARAVILHOSO. Tinha ate salmão e mimosas (bebida típica nos cafés-da-manhã de domingo (brunch) nos Estados Unidos, que mistura champanhe e suco de laranja). Super aconselho esse hotel (mais infos abaixo). Depois, fiz o check-out e fui visitar o castelo, que e a atração mais importante então não poderia deixar de ir.




O castelo fica meio que no alto de uma colina e, para chegar lá, existe um funicular levando os visitantes. Porem, com a minha sorte maravilhosa, ele estava quebrado. Então, fui nas canelas mesmo. Na verdade, a subida não e tão alta, leva em torno de uns 10 minutos, mas as ladeiras são tão íngremes, mas tão íngremes que parecem uma escalada (exageradinha eu sou). Por outro lado, a vista na subida e lindíssima, da pra ver o rio, as pontes, o outro lado da cidade, enfim, vale a pena.



Uma vez La em cima, basta apresentar (ou comprar) seu ingresso e entrar. O Castelo e um complexo com vários prédios, monumentos e estruturas antigos espalhados, com um jardim no meio. O local abriga, inclusive, o Museu da Farmácia, que, apesar de pequeno, achei bem interessante. Já que estarão lá dentro, porque não entrar, não e mesmo?

Além disso, o castelo tem um barril que antigamente já guardava 130 MIL litros de vinho. Acreditem se quiser, mas eu não vi o tal do barril e não me lembrei dele. Bom, pelo menos eu achei uma lojinha de vinhos lá dentro e degustei bem alguns deles. Rsrsrs

Aproveite para explorar todo o espaço, subir todas as ladeiras para ter uma vista cada vez mais fenomenal da cidade e caminhar pelo jardim. Eu li que o jardim não chegou a ser finalizado e, portanto, seu projeto ficou só no papel, por isso não esperem nada a la Castelo de Versailles (jardim mais lindo que já vi na minha vida), mas vale a pena pelas vistas lá de cima. Quando eu fui, estava chovendo e ventando muito, então foi mais difícil de tirar foto e ficar batendo perna. Quero voltar num dia de sol para curtir e admirar toda a história do lugar.



Passei rapidinho no restaurante do hotel antes de correr para pegar o trem e deu tempo para experimentar mais uma coisa nova: MET - Uma bebida feita de vinho e mel servida dentro de um chifre (artificial, assim espero). Delicia. Experimentem!!!



Na hora de ir para a estação de trem, adivinhem só! O sol resolveu sair lindamente. Historia da minha vida. Rsrs

INFOS GERAIS

HOSPEDAGEM

Fiquei no Hip Hotel e achei excelente! Além de ter uma proposta super diferente, os quartos são confortáveis, os funcionários são muito simpáticos (não muito comum na Alemanha) e eles tem um bar in-crí-vel, todo decorado em madeira, sensacional. E porque eu disse que a proposta e diferente? Bom, cada quarto tem o nome de uma cidade e é decorado no mesmo estilo. Por exemplo, eu fiquei no quarto “Pequim” e me senti praticamente na China quando estive lá dentro! A M E I.



Sem falar na localização, que e a melhor da cidade. O hotel fica bem na ruazinha central, a Hauptstrasse, ao lado de vários bares e restaurantes, a 6 minutos andando do castelo e a menos de 10 minutos de caminhada do centro histórico.

COMO CHEGAR

Essa parte e que pega, porque Heidelberg não tem aeroporto, então você precisa ir para Stuttgart ou Frankfurt (que são as maiores cidades próximas) e de lá, pegar um trem ou ônibus. Claro que, se você já estiver na Alemanha, basta ir diretamente de onde esta de trem. E foi o que fizemos, fomos de Berlim direto para Heidelberg, mas não e nada pertinho. O percurso de trem demora 6 horinhas, então peguem os livros, os iPads e o que mais tiverem para passar o tempo.



Uso SEMPRE o SkyScanner para checar as melhores opções de voos.
Clique aqui para baixar o aplicativo e AQUI para acessar ao site.

Para verificar trechos de trem ou de onibus, uso esse o GoEuro.

INFORMAÇÕES

Achei a cidade bem servida no tanto de balcões de turismo para dar suporte aos visitantes. O ideal e já passar em um que fica em frente à Estação Central e comprar os seus kits, cartão da cidade, mapas, ou o que mais você queira.





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