segunda-feira, 15 de maio de 2017

Budapeste: o paraíso ainda ignorado por muitos brasileiros [PARTE 1]

Mermãos e mirmãs, preparem-se para serem deslumbrados pelo conto de fadas mais bonito desse blog: Meus dias em BUDAPESTE. Cidade divina, abençoada; cheia de luz, de vida, de amor; romântica, sonhadora, capaz de fazer até a pessoa mais “pé no chão” flutuar de encanto; mas também baladeira, cheia de vida noturna e pra todos os gostos; um oceano de histórias e castelos daqueles que nos fazem imaginar princesas no topo da torre mais alta. São tantos encantos que eu me arrastaria em metáforas por um livro inteiro.

Além de a cidade ser tudo isso aí, é também uma das cidades mais baratas da Europa. Eu achei que não seria possível encontrar uma capital mais barata que Praga, mas Budapeste me surpreendeu em tudo. Além da passagem e da hospedagem baratíssimas, os preços das festas, bebidas e comidas também são muito baixo. Até as atrações turísticas são baratas. Só ponto positivo pra essa lindeza.

O rio Danúbio, que corta o lado Buda do lado Peste. Foto: Priscilla Castro.
PASSAGEM - Comprei a passagem ainda quando estava de férias no Brasil, pela empresa Ryanair (a queridinha dos estudantes lisos como eu, pois é de baixo custo e chega a oferecer passagens por 9 euros). A ida custou 15 euros e a volta, 28 = 43 euros com passagem. No início, meus planos eram de viajar sozinha, como já fiz outras vezes, mas uma amiga do Brasil veio me visitar e embarcou nessa comigo. Como ela demorou um pouco mais pra comprar, comprou por 56, mas também foi um ótimo preço, né?

HOSPEDAGEM - Reservamos 2 camas em um quarto compartilhado entre mulheres no The Hive Party Hostel. Cada uma pagou 51 euros por 3 diárias. Bom, né? E, por sinal, o hostel é excelente. Bem localizado, fica no lado Peste (o lado mais badalado), é super central, perto das melhores baladas/bares, atendimento bom, com funcionários simpáticos (o que não é muito comum no Leste Europeu), com um bar ótimo e festa todo dia. Essa última parte é muito importante de ser ressaltada, porque quando eu digo “festa todo dia” eu realmente quero dizer barulho até de manhã, muita gente pelo hostel e impossibilidade de descansar/dormir. Então só vá pra esse hostel se tiver nessa vibe de aproveitar a noite, ok?

TRANSPORTE – Quanto ao transporte dentro da cidade, utilizamos apenas o transporte público. Compramos o passe de 72 horas no aeroporto mesmo que dá direito ao uso ilimitado do metrô, dos ônibus e do bondinho nesse período do tempo. O passe custou 13 euros e foi a melhor coisa que poderíamos ter feito. Usamos esse passe e pegamos o ônibus/metrô para o hostel.

Amei essa foto. Amei esse lugar; Amei essa viagem.


PS: Importante ressaltar que a moeda da Hungria não é euro, mas o Forint Húngaro, então não se esqueçam de fazer a troca da moeda porque não são todos os lugares que aceitam euro. Na verdade, pouquíssimos lugares aceitam. A dica é que troquem o menos possível no aeroporto, uns 20 euros, apenas pra comprar o passe do transporte, e deixem para trocar o restante no centro (há várias casas de câmbio espalhadas por todo lugar), porque a cotação é bem diferente. No aeroporto, trocamos por 245 FT = 1 euro, enquanto na cidade, vimos a cotação de 308 FT = 1 euro (maio/2017).


Então, vamos lá ao nosso roteiro:

Street Art em Budapeste. Foto: Priscilla Castro



DIA 1 –

Chegamos em Budapeste às 8h da manhã de um sábado, corremos para o hostel, deixamos as malas e fomos passear. Começamos pelo Parlamento de Budapeste, um dos cartões postais da cidade. O prédio é realmente lindíssimo, fica nas margens do rio Danúbio, ergue-se em uma praça espaçosa e é cheio de flores no jardim (claro, fomos na primavera). Optamos por não entrar no Parlamento porque achamos a entrada um pouco cara (para o custo de vida local) e precisávamos reservar horário pelo site, então admiramos o prédio do lado de fora, fizemos muitas fotos (óbvio) e seguimos para o próximo destino.


Panorâmica da frente do Parlamento Húngaro, de dia. Foto: Priscilla Castro



Estava um sol gostoso, então resolvemos caminhar um pouco. Próximo ao Parlamento, estava acontecendo um evento que não entendemos muito bem se era para crianças ou para animais de estimação (porque tinha de tudo lá), mas achamos bem legal. Passeamos um pouco e voltamos para caminhar até o Castelo de Buda, do outro lado do rio, cruzando a ponte Széchenyi Chain. Essa caminhada pela ponte é um programa turístico obrigatório na cidade, já que leva apenas poucos minutos e oferece uma vista bem de perto do rio Danúbio.

Selfie básica da Ponte Széchenyi Chain


Chegando no castelo de Buda, tínhamos duas opções: subir a pé ou pagar 1200 FT pelo bondinho que nos leva até lá em cima e descer a pé, já que “para baixo, todo santo ajuda”. (Também há a opção de comprar ida a volta por 2000FT, mas acho besteira, pois a volta é realmente bem tranquila). A vista lá de cima é uma coisa de outro mundo. É possível ver todo o lado Peste, inclusive do Parlamento, o rio, as pontes. Realmente de tirar o fôlego. Ficamos cerca de 1 hora por lá, passeando pelo castelo, mas também optamos por não pagar para entrar nos museus nem nas galerias, pois concluímos que a parte mais bonita era a de fora mesmo.. Rsrs! Não nos arrependemos.


Vista 1 do Castrelo. Foto: Priscilla Castro.

Vista 2 do Castrelo. Foto: Priscilla Castro
Túnel no subterrâneoa do Castelo de Buda. Foto: Priscilla Castro

Registro da amiga Carol Bezerra


Quando terminamos tudo, descemos (a pé mesmo) e continuamos caminhando lá por baixo. Estávamos esperando o bondinho em frente ao Hotel Géllert para visitar o Mercado Central, quando eu vi uma cruz lá em cima, no alto de um morro, e fiquei doida pra saber o que era. Rsrs Pela primeira vez, eu não tinha pesquisado muito sobre a cidade que estava visitando; estava indo onde o vento me levasse. Ficamos curiosas, esquecemos o mercado e fomos atrás da bendita cruz.

Caminhamos em direção a ela e vimos logo que teríamos que subir um bom pedaço de morro e uns bons degraus. Rsrs Pra piorar, a primeira parte da “ladeira” estava ocupada com um casamento (Sim!), cheia de convidados chiques e bem vestidos bebendo champanhe em frente a uma Igreja (que depois descobri ser uma das igrejas mais famosas da cidade...rsrs). Ignoramos o casamento e seguimos subindo, subindo, subindo, subimos mais um pouco e, então, subimos mais, depois mais um pouco, aí finalmente, subimos mais alguns degraus e chegamos lá no topo.

Vale salientar que, até então, não tínhamos visto a tal da cruz que tínhamos ido procurar, mas tudo bem porque o que achamos foi ainda mais mágico. Mais um lugar com uma vista incrível da cidade, por outro ângulo, cheio de gente cansada e animada ao mesmo tempo, com uns monumentos bem bonitos e mais uma escadaria (pequena) no topo. Muito lindo mesmo! Na descida vimos a cruz e percebemos que ela estava menos de 20% do caminho que subimos para chegar ao Topo! Hahaha

Só depois, fomos descobrir que estávamos na Citadella, o ponto mais alto de Budapeste, situada no topo do Monte Géllert. A fortaleza foi construída nos anos 1850 para funcionar como edifício de vigilânciaNão entramos no bunker porque não sabíamos o que era (rsrs), mas a visita até o topo do monte já foi suficiente para nós.

Anjinho com o bumbu cheio de chicletes, tadinho.

Monumento no topo do Monte Géllert. Foto: Priscilla Castro


Carol  e eu no topo do Monte. Registro perfeito!


Com isso, finalizamos o passeio do primeiro dia e fomos descansar, afinal tínhamos acordado às 5h da manhã em Berlim e estávamos falecendo nas ruas. Chegamos no hostel, tomei um banho que pareceu o melhor banho em 15 anos, e dormi. Acordamos por volta das 20h30, nos arrumamos e fomos jantar.

Escolhemos um restaurante bem local, próximo ao hostel mesmo, para experimentar a comida tradicional húngara. Como eu não como carne vermelha, minhas escolhas ficaram um pouco limitadas, mas comi um macarrão com frango por menos de 5 euros. Não estava lá essa delícia toda, mas também não estava ruim. Valeu para conhecer a culinária local.

Às 22h, tínhamos que estar no ponto de encontro do Pub Crawl que eu havia reservado, pela empresa freepubcrawlbudapest.com. Esse tour é diferente dos outros que já fiz porque é totalmente de graça (semelhante aos Free Walking Tours tão falados nesse blog), sendo necessário apenas pagar um valor simbólico (gorjeta) ao final do tour, caso você tenha gostado do serviço dos guias (é impossível não gostar, eles são sempre ótimos). No nosso caso, eram duas meninas húngaras lindas e gente boa. Pagamos 2.000 FT cada (6 euros). 

Elas nos levaram em três bares locais, conhecidos como Ruin Pubs. Ficamos cerca de 45min-1hora em cada um e ao final, fomos para a balada mais top da cidade: Instant. Como estávamos com o tour, não precisamos pagar nem pegar fila, apenas entramos direto, ganhamos um shot na entrada e fomos curtir. A balada é realmente louca.São três ambientes enormes com músicas diferentes, uma parte aberta, e duas fechadas e escuras. Nota 10 pro lugar.


Nós e uma das guias do Pub Crawl.


Fiquei lá até umas 5 da manhã e voltei para o hostel. Quando cheguei, percebi que a festa na boate do hostel estava bombando e não consegui subir para o quarto. Minha veia baladística começou a pulsar e me fez entrar na festa e tomar mais uma cerveja antes de dormir. Por sorte, foi a hora que a festa acabou! Hahah Mancada.

Para minha surpresa, eu conheci alguns brasileiros tanto no Pub Crawl, como na balada. Eu não esperava conhecer nenhum, já que sei que a Hungria não é destino principal da nossa galera, mas até que me surpreendi. No entanto, a maioria dos que conhecemos são brasileiros ou que moram na Europa e foram visitar a cidade (como eu), ou aqueles que estão visitando a Europa pela segunda ou terceira vez e já conhecem o lado Oeste.
Para o texto não virar um jornal, vou deixar pra continuar o resto do nosso roteiro no próximo post. Ainda tem muita coisa pra contar. Fiquem ligados!

Beijos,


Pri.

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