terça-feira, 9 de agosto de 2016

Hvar, Croácia: destino certo no verão europeu

PARA TUDO que esse vai ser o melhor post que esse blog já viu! (Tá certo que o blog é novo e ainda não tem muitos posts, mas quis enfatizar a maravida maravilhosa da maravilhosidade que é esse lugar!!!) :D

Eu e uma amiga do Brasil que veio me visitar, a Tay, decidimos visitar a Croácia nesse verão, mais precisamente a ilha de Hvar (pronuncia 'Huár", sendo o H com som do R, como em "Rato"; e o R rolando a língua como em "brigadeiro"). Para situar um pouco quem ainda não conhece, Hvar é uma ilha croata no mar Adriático, localizada ao largo da costa da Dalmácia, com cerca de 68 km de comprimento, e várias vilas, sendo a mais importante delas a ilha de Hvar, onde ficamos hospedadas.


Mar Adriático, visto da ilha de Hvar




Vale salientar aqui que nós fomos no auge da alta temporada, início de agosto, quando a Terra inteira e um pouquinho de Marte estão "migrando" para as ilhas europeias a fim de aproveitar as belezas naturais, as festas inesquecíveis e o calor surreal que faz por aqui. Estava tudo muito cheio, longas filas, espera, mas mesmo assim, é a melhor época pra ir!

Chegamos no dia 3 à tarde e viemos embora no dia 8 pela manhã, ou seja, tivemos praticamente 5 dias inteiros para aproveitar a cidade. Como estávamos em Berlim, foi mais fácil, mas mesmo assim rolou uma pequena missão para chegarmos até Hvar, já que lá não tem aeroporto. Pegamos um voo da Easyjet de pouco mais de 1 hora até a cidade de Split, de onde tivemos que pegar um Shuttle Bus (aqueles ônibus fretados que fazem serviços de transporte de um lugar para outro) do aeroporto até o porto de Split, para então pegarmos um Ferry até a ilha. Todo o trajeto (entre a saída de Berlim e a chegada em Hvar) levou cerca de 6 horas).

DICA IMPORTANTE: Não deixe pra comprar o ticket do Ferry quando chegar lá porque está sempre muito lotado, as filas são enormes e você pode correr o risco de ficar de fora. Eu já comprei tudo antes pela internet, imprimi e só fui direto para a cabine do navio. Aqui você consegue fazer isso. 

A vista do avião já nos mostrava o que vinha pela frente


Chegamos em Hvar umas 15h e fomos recebidas pelo filho da dona do apartamento que havíamos alugado pelo AirBnb, pois foi o melhor custo-benefício que encontramos. O apartamento era pequeno, mas bem confortável, com cozinha, banheiro, todos os utensílios, e custou bem menos do que um hotel, com mais privacidade do que um hostel. Deixamos as malas lá, pegamos um mapa e fomos caminhando em direção à Praça Central para comer. Como estávamos desmaiando de fome, comemos no primeiro lugar que vimos. Que ERRO grande. Mesmo morrendo de fome, não gostamos nada nada do lugar. A comida em nada tinha a ver com as fotos do cardápio, foi uma grande decepção. Como a proposta desse blog não é falar mal de estabelecimentos comerciais, não vou citar o nome do restaurante aqui, só deixo a dica para vocês pesquisarem bastante antes de comer em Hvar porque lá tem MUITO restaurante maravilhoso e não vale a pena gastar com os ruins.

Drinks em garrafas de 1l eram
vendidos no Hula Hula. Esse é
o famoso Hugo Spritz. 
Depois do almoço triste que tivemos, decidimos ir andando pela cidade procurando a tal da Fortaleza de Hvar, que proporciona uma vista maravilhosa da cidade. No entanto, não sei o que aconteceu (de verdade!) que acabamos indo parar no Hula Hula, o "beach bar" mais incrível que eu já vi na vida. Chegamos lá relativamente cedo (era umas 16h), mas já tinha muita gente, música e animação. O lugar é simplesmente incrível, uma vista maravilhosa da praia, bebida boa, muuuuita gente linda de fazer o ser humano perder o pouco de foco que já tem na vida (rsrsrs). Ficamos lá até umas 20h esperando o pôr do sol que não chegava, então decidimos ir embora porque estávamos desde às 5h acordadas e havíamos decidido fazer o passeio de barco no outro dia. Voltamos para casa e conversamos, no caminho, com um cara chamado Luke que vende esses passeios e decidimos fechar um barco particular pra nós duas. MELHOR DECISÃO DE TODAS.


Curtindo o primeiro dia no Hula Hula Beach Bar
    
Paramos em um restaurante no caminho chamado Mediterrâneo para comer e eu curti bastante o prato que pedi, que nem lembro o que foi. Mas esse já pode incluir na lista, não é tão caro, nem tão barato, e a comida é boa. Então é um bom custo-benefício. Passamos no mercado pra comprar coisas para o café da manhã e fomos pra casa, preferimos não sair, para no outro dia acordarmos dispostas e aproveitar o passeio mais maravilhoso que já fizemos na vida. Saca só:

Chegamos às 10h30 no local combinado com nossas garrafinhas de cerveja, ICE, champanhe, água e umas comidinhas pra enganar a fome. Conhecemos o nosso piloto, um croata super gente boa e novo chamado Iago (pronuncia assim, agora como se escreve, só Deus sabe!) e entramos no nosso Speed Boat (barco rápido), que por sinal era bem grande (para 10 pessoas) com sombra, vários espaços para bronzear na frente e atrás, confortável. Ligamos nosso Spotify na caixinha de música e começamos a viagem.



O Iago nos levou primeiro na Blue Cave, a cerca de 1 hora de onde estávamos. Chegando lá, precisamos comprar os tickets com a empresa que faz o passeio para a Gruta, porque a entrada é bem pequena e precisamos ir em barcos menores e licenciados (foi isso que eu entendi, pelo menos). Lá, havia um restaurante e 38573857857 pessoa esperando seus números serem chamados, então compramos nossa cerveja e esperamos. Eis que 1h30min depois chegou a nossa vez e lá fomos nós duas com mais 9 pessoas entrar na famosa Gruta Azul. 


Ô lugar incrível, meu Deus! A beleza daquela natureza, a cor da água iluminada pelo feixe de luz que entrava fazia parecer que havia várias lâmpadas neon espalhadas no fundo do mar, um azul turquesa que vinha lá de baixo maravilhoso, quase cegando a gente, se não fosse o resto da caverna totalmente escuro, iluminado só pelo fundo da água! É um dos locais mais incríveis que eu já tive a oportunidade de ver pessoalmente e eu queria que todo mundo pudesse ir lá um dia sentir a mesma coisa que eu senti. Toda a espera valeu a pena. O guia do barquinho nos explicou a história da caverna, mas eu estava tão impressionada com a beleza do lugar eu não consegui prestar atenção em mais nada. Ficamos lá uns 5 minutos e já deu a hora de ir embora. Ah, lá é proibido nadar, então é só admirar a beleza de dentro do barco mesmo.

A incrível cor da água do Mar Adriático

Ó o tamanhinho da entrada da Blue Cave :) 

Cor inacreditável da água na Blue Cave




Encontramos o Iago e seguimos viagem para a praia de Palmizana, parte das ilhas Pakleni, onde descemos e fomos almoçar no restaurante Bacchus, MARAVILHOSO. Super recomendo. Tomamos uma taça de vinho rosè gelado, pedimos uns frutos do mar e mandamos ver. Estava tudo uma delícia, com a vista sensacional da praia. Voltamos para o barco, abrimos um champanhe com o Iago, e seguimos caminho para a Green Cave, maior que a Blue Cave, e onde é permitido mergulhar. Outro lugar sensacional, cheio de barcos e gente feliz, coisa bonita de se ver. Mergulhamos um pouco, a água estava um pouco mais fria que na praia, pois só havia um buraco pequeno na parte de cima que permitia a incidência direta da luz solar.

Depois, ainda passeamos por algumas praias, fizemos mergulho, vimos peixinhos e terminamos nossas garrafas de bebida no barco, junto com nosso super piloto, antes de voltar para Hvar. 








'ruazinha' das baladas
Chegamos completamente MORTAS e fomos direto pra casa dormir. Por volta das 21h, saímos para jantar e escolhemos o restaurante Divino, na beira mar, com comida boa e garçons deliciosos. Bom, quer dizer, comida deliciosa e bons garçons. Recomendo como prato principal o filé de atum, que estava simplesmente divino. Minha amiga, não sei porque cargas d'água, estava super pilhada e me fez ir com ela, praticamente arrastada, na ruazinha onde ficam os bares e pubs badalados durante a noite. Estava simplesmente LOTADO, mas eu estava tão morta que abandonei ela lá e fui pra casa dormir. Vergonha, eu sei, mas eu precisava de uma noite de sono. Ela entendeu! :D


Na sexta-feira, acordamos e fomos curtir uma praia perto da casa onde estávamos, bem bonita, pequena, um clima mais "família". Adorei. Ficamos lá umas 2 horas e pouco tomando sol. Entrei no mar apenas 1x e por pouco tempo, porque a cadeira estava tão gostosa que não queria sair de lá. Rsrs Vale lembrar que as praias na Croácia são de PEDRA e machucam os pés, portanto aconselho comprarem os sapatinhos que vendem lá ou arrisquem nas havaianas mesmo, mas não vão descalços, ok? Depois, fomos almoçar no BB Club, também MUITO BOM. Pedi uma porção de camarão empanado no coco, com geleia de alguma coisa lá, que estava muito gostoso. Recomendo!

Voltamos para casa, descansamos um pouco, e partimos mais uma vez para o nosso querido Hula Hula Beach Club. Mais uma vez, o lugar não decepcionou e ficamos lá até a festa acabar! Rsrs Em seguida, fomos para a ruazinha principal (onde eu havia abandonado a Tay na noite anterior), onde as opções são várias para beber e ouvir música. As melhores são o Kiva Bar (tradicional, mas muuuito lotado sempre) e o Seven (maior e menos cheio, mas com ótima música e drinks). E o melhor, o hit aqui não é eletrônico pesado, mas sim as musiquinhas comerciais que todo mundo curte! :D

Pausa pra foto antes de curtir a night!

 Detalhe que um dos motivos de eu ter escolhido Hvar foi achando que não veríamos tantos brasileiros como em outras cidades da Europa e que, assim, aproveitaríamos mais "gringamente". Quanta falta de sabedoria a minha! Rsrs Os brasileiros estão mesmo EVERYWHERE e não tem como fugir. No final das contas, achamos ótimo, conhecemos muita gente do nosso querido Brasuca e que tornaram a viagem muito mais divertida e agradável. 






No sábado, acordamos respirando por ajuda de aparelhos e, pra piorar, estava chovendo. Não aquela chuva forte que dura 1 hora e acaba, mas aquela chuva fina que dura toda a eternidade e enche o saco. Ficamos na cama morrendo até a hora de sair pra comer pra não morrer de fome e já voltamos de novo pra cama! Rsrs Combinamos de não contar isso pra ninguém, mas aqui fica só entre a gente! :P À noite, acordamos pra vida e fomos jantar na Pizzaria Kogo, que serve uma pizza excelente, com a massa bem saborosa. Amamos!

Em seguida, partimos pra famosa ruazinha que eu tanto falo. E foi mais uma noite ótima. Ficamos lá até terminar e seguimos para o famoso Carpe Diem Beach, que é uma balada em uma ilha bem pequena na frente da ilha de Hvar, ou seja, para chegar lá é preciso pegar um boat, mas é tão perto que todo o trajeto não dura 20 minutos, e o próprio Carpe Diem disponibiliza o transporte pra chegar lá. Vai ser meio contraditório falar sobre essa balada porque ela é a maior e mais famosa da ilha e, sem dúvida, a com a melhor estrutura e ambiente. O local é enorme, uma vista linda para o mar, vários bares, banheiros, gente linda (tá virando clichê, mas não tenho culpa se achei todo mundo lindo.. Rsrsrs). O problema é: só toca eletrônico e pesado. Se você curte a música, SE JOGA, vai se amarrar. Mas se não curte, como eu, melhor nem ir. Talvez valha a pena ir só pra dizer que conheceu, que foi o meu caso, mas não espere muito. Ficamos lá 1 hora e viemos pra casa. Mas nessa altura, já eram 4 da manhã.

O domingo era nosso último dia e acordamos na pilha de aproveitar tudo que desse pra curtir. Fomos almoçar num restaurante chamado Junior (Ulica kroz Burak, 10), que tem o melhor camarão que comemos nessa viagem inteira. É, na verdade,  a minha maior recomendação, porque o lugar é barato (se comparado aos outros restaurantes), é pequeno, não fica nem na rua principal nem na orla, mas sim numa ruela, e foi a melhor comida de todas. Amamos! Voltamos pra casa, trocamos de roupa e fomos nos despedir do nosso querido Hula Hula. Ficamos lá até a hora de ir para a ruazinha das festas e partimos pra lá. Mais uma noite ótima com o pessoal pra fechar com chave de ouro! :) Na segunda-feira acordamos às 7h pra pegar o boat e partir para Split, mas o nosso voo saía às 15h, então ficamos lá morrendo no aeroporto até dar a hora de embarcar! Rsrs Acontece!

Pôr do sol mais lindo que eu já registrei na vida. Vista do Hula Hula Bar. 


Praia de pedrinhas na Croácia 


No geral, eu não achei Hvar uma cidade barata, achei bem carinha, e chegamos a pagar 40 euros para entrar numa festa e 60 euros em um jantar (2 pessoas). Claro que como moradora de Berlim, uma das capitais mais baratas da Europa, eu tendo a comparar tudo com os preços daqui, o que não é lá muito indicado, mas, mesmo assim, Hvar ainda é a ilha mais barata se comparada à Ibiza, Mykonos e Saint-Tropez.

O resumo que eu posso dar é: Hvar é um lugar que PRECISA ser colocado na sua lista de viagens. É um local lindíssimo, com uma vibe maravilhosa, galera de boa, não tem tanta ostentação e narizes em pé como esses outros lugares de festas em praia, festas excelentes, natureza incrível, um mar com um azul que eu nunca havia visto, e, mais uma vez: gente linda! Deu pra perceber que eu amo gente linda, né?  Rsrs

Escrevi esse post com uma saudade imensa e uma vontade enorme de voltar. Com certeza, estará de novo no meu roteiro de verão 2017.

Quem tiver alguma dúvida ou quiser mais alguma dica, fique à vontade pra comentar aqui!

Beijos croatas,

Priscilla.

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