sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Conhecendo a tradicional Bavaria e sua maravilhosa Munique

Prefeitura de Munique, um dos cartões postais da cidade

O post de hoje tem gostinho especial porque, depois de 7 meses morando na Alemanha, eu conheci finalmente a “tradicional Alemanha”, com suas tradições bavárias e seu sotaque “diferente”: a maravilhosa cidade de Munique, no sul do país. Eu tinha acabado de chegar da Croácia e estava com aquele gostinho de “quero mais”, então decidi aproveitar o momento e, antes que eu fizesse as contas e acabasse mudando de ideia, entrei no site das empresas de ônibus aqui da Alemanha que fazem esse trecho e comprei as passagens. Tirei um final de semana e fui rapidinho até lá pra ver o que a cidade tem de tão bom e, olha, mesmo com as expectativas lá em cima, o lugar ainda conseguiu me surpreender.


Bom, quero começar falando que Munique é uma cidade muito mais cara que Berlim. A diferença está na hospedagem, no transporte, nos pratos, nas bebidas, em tudo. E é notável. No entanto, Munique tem aquele “ar” de Alemanha que vemos nos filmes, que imaginamos mesmo quando falamos em Oktoberfest, achei totalmente diferente de Berlim, onde tudo é muito misturado e todo mundo fala inglês o tempo todo (além de outras 10 línguas que se escuta em um simples vagão de metrô). Achei Munique mais limpa, mais bem cuidada, mais “cativa” e muito muito linda. A cidade não é grande, é pequena, mas tem opção pra tudo que é gosto, todos os tipos de culinária, de gente, eu A-M-E-I, mesmo tendo sido pouco tempo. Quem visita a Alemanha, PRECISA colocar Munique no roteiro, é uma parada obrigatória.

Então, seguindo meu estilo de “relatar meus passos”, vamos começar com a minha sofriiiida ida de Berlim a Munique, no ônibus da empresa Postbus (mas que comprei pelo site da Eurolines, aqui ). A passagem ida e volta custou 46 euros. A viagem durou 7 horas, no que eu posso dizer que foi uma das piores ressacas que já tive nesses meus quase 29 anos de vida! Não vou entrar em detalhes aqui (rsrs), mas foi a pior viagem de ônibus que já fiz, pareceu durar meses, não sei até hoje como consegui acordar pra ir pra estação central (meu ônibus saía às 7h da manhã) e, para piorar, eu quase perdi minha mala no ônibus, mas no final deu tudo certo e conseguir chegar sã e salva no hostel, mas quase morta, cansada, com muita fome e sem conseguir comer, enfim, Fuck My Life!.


Refeição TOP MARA do Hans im Gluck!
Cheguei lá por volta das 14h, mas estava TÃO MAL que não consegui sair. Fiz o check-in, tomei um banho e fiquei na cama até às 18h30, quando minha amiga foi me buscar para irmos comer algo. Eu não a via desde 2013, quando nos conhecemos em um intercâmbio em Paris, e foi óóótimo revê-la e andar pela cidade com uma autêntica alemã de Munique. Ela sabia que eu estava morrendo, então me levou pra comer o melhor hambúrguer que já comi na vida, num lugar chamado Hans im Gluck. Na real, pessoas, não deixem de ir nesse lugar se passarem por Munique. Eles fazem o próprio pão, é maravilhoso. Existem vários espalhados pela cidade, mas estejam cientes que está quase sempre cheio. Demos sorte de estar “tranquilo” e comemos rápido. O “Menu” (coquetel + batata + hamburguer) custou uns 15 euros (Um local bem bom em Berlim costuma cobrar uns 10 euros pelo Menu).

Depois, fomos encontrar umas amigas dela em um bar que fica no rooftop (como se fosse a cobertura) da Universidade Técnica de Munique. O local é aberto para o público (estudantes ou não) e é bem frequentado, pelo menos no dia que eu fui, tinha muita gente bonita e jovens de todas as idades. A vista também é bem bonita, o local tem música e drinks gostosos, além de comidinhas. Ah, e abre de manhã também, então muita gente vai pro café-da-manhã ou brunch, ou vai pro Happy Hour depois do trabalho. O que eu achei interessante também é que quase não tem lâmpadas no lugar, então fica praticamente tudo bem escuro, só com a luz da lua, depois que escurece! Ho ho ho Pena que eu estava ainda me recuperando e nem consegui beber, mas tudo bem, valeu conhecer.


Pôr do sol da cobertura da Universidade Ténica, em Munique

Voltei pro hostel umas 22h e fui dormir na tentativa de “viver melhor” no dia seguinte. E até que funcionou. Acordei “cedo” no sábado, parei pra comer algo no Café Mauerer, uma padaria perto do hostel, e seguir para o FreeWalking Tour, que eu sempre indico pra vocês nessas viagens rápidas de turismo. (Já falei dele aqui, no meu roteiro de Praga). Claro que eu fiz amizade logo antes de o Tour começar, né? De novo! Rsrs Conheci uma menina muito bacana da Áustria, mas que mora em Munique há 3 anos e decidiu ir fazer o Tour porque, como moradora, ela nunca tem a oportunidade de apreciar a história e a beleza da cidade. Bacana, né?

Saímos umas 10:45 e começamos a ver a parte central de Munique, mais precisamente a Marienplatz, que é a parte, digamos, mais “turística”. Lá, estão a Estátua da Virgem Maria (que marcou o fim da Guerra dos 30 anos) e a Prefeitura (Rathaus) que tem um “mini espetáculo” com bonecos na torre do relógio, diariamente, às 11h, às 12h e às 17h. Não é lá grandes coisas não, mas dá pra assistir 1 minutinho sem ficar overbored. Depois, o guia leva você para outras partes do bairro central, como a Odeonplatz, uns museus, o Viktualienmarkt (que é suuuper interessante com comidas de todos os tipos e tem um Biergarten bem legal).

Essas sombrinhas vermelhas são a forma de identificar o pessoal da empresa
Sandemans, quando você chegar ao ponto de encontro estipulado.

Monumento a Virgem Maria, na Marienplatz


Viktualienmarkt





Não lembro exatamente de todos os lugares que fomos (então, FAÇAM O TOUR! VALE A PENA), mas acabou por volta das 13h20, porque não paramos pra almoçar (sempre param, mas dessa vez, o guia não nos deu essa opção). Conheci uma austríaca no Tour (viu, sempre conhecendo gente nova) e fomos tomar uma cerveja no Biergarten que fica atrás da Odeonplatz, enquanto esperávamos a Astrid (minha amiga alemã) que iria nos encontrar. Conversamos um pouco e seguimos para o Englischer Garten, outro ponto bem turístico de Berlim e que eu indico muuuuito o passeio. O parque é enorme, cheeeio de área pra fazer cooper, andar de bike, ou apenas passear e aproveitar a brisa. Além disso, tem uma “área de surf” (vamos chamar assim), do tamanho de uma sala de aula, onde a correnteza do rio Ismar (que corta vários pontos da cidade) forma um monte de ondas relativamente “grandes”, boas para surf. Como eu fui num sábado à tarde, o local estava cheeeio de surfistas, com suas pranchas e suas roupas apropriadas, esperando a sua vez (tipo uma fila) para cair na onda e surfar o máximo de tempo que conseguissem. Achei super interessante e assistir aos surfistas não era nenhum sacrifício. Rsrsrs




Na entrada do Biergarten, tem um Templo Chinês, onde alguns
músicos dão uma palhinha de música clássica.

Depois, fomos para o Biergarten do parque (sim, parece que tudo se resume ao Biergarten hahaha) porque já estava dando seeeede. Tomamos uma cerveja (Pedi uma Radler para experimentar, mas não curti muito – é uma mistura de cerveja com limonada, há opções melhores) e pedimos uma batata frita (tem muuuuitas opções de comida lá) e não foi muito barato. Os dois custaram uns 8 euros… Ugh!

Por volta das 16h, começou a chover e fomos andando em direção a algum outro lugar. Elas me levaram em uma praça e depois fomos comer um sorvete maravilhoso, que valeu cada centavo dos 6 euros que paguei. Rsrsrs 

Sorvete Delííí!

Voltamos para descansar e nos encontramos às 21h no meu hostel para tomar um drink. O hostel que eu fiquei tem um bar super animado, com mesa de sinuca, música, muita gente jovem, foi bacana ficar lá por 1 horinha. Depois, encontramos um amigo meu alemão em um Irish Pub no centro para assistirmos ao jogo Brasil X Alemanha, pela final da Olimpíada, masss o lugar estava TÃO CHEIO, todo mundo em pé, uma banda de rock nas alturas, e várias TVs passando jogos diferentes, que não valeu tão a pena ficar por lá. Assistimos ao primeiro tempo e fomos para outro lugar sentar e conversar.

A austríaca Alex, a minha amiga alemã Astrid e Eu, antes de sairmos para ver o jogo.


Recadinho do Bar: Taxa de Vômito = 50 euros! hahahaha 

Nós 3 e o meu amigo Jojo, que odiooouuu perder para o Brasil hahahaha 

Pegamos o trem de Sendliger Tor (onde estávamos) para a estação Universität, onde estão vários bares e pubs bacanas. Sentamos no Salsalitos, um bar mexicano bem conhecido da cidade, que tinha música e drinks bem interessantes. Eu já estava conseguindo beber, mas preferi ficar só na cerveja para não arriscar outra ressaca… Uma americana que eu conheci no hostel nos encontrou por volta da 1h e fomos eu, ela e o alemão pra uma boate perto de onde estávamos. O lugar chama “Lucky who” e eu recomendo. A música é boa, o lugar é grande e tem várias áreas e o preço não é tão absurdo (pagamos 10 euros para entrar e a cerveja era 3,50, preço de boate). Pena que estava chovendo e o lugar é parcialmente aberto, então acabamos não ficando muito tempo. Também estava super cansada e queria aproveitar o domingo. Fomos embora por volta das 3:30.

No domingo, nem liguei o despertador e dormi até mais tarde. Acordei umas 10:30, mas fiquei enrolando na cama até as 13h… Hahaha Sim, eu PRECISO descansar quando viajo. Às 13h30, minha amiga foi me buscar e fomos almoçar no melhor restaurante italiano que eu comi desde que cheguei nessa Alemanha. O lugar chama “Pasta e Basta” e tem um preço super honesto, com pratos a partir de 5,90 euros. 

Melhor pasta que comi desde que cheguei na Alemanha

Seguimos para uma praça bem bonitinha, com flores maravilhosas (eu sou louca com flores), tomamos um solzinho de leve, e fomos em direção à Vila Olímpica, onde os atletas ficaram hospedados nos jogos de 1972. Achei tudo muito interessante e moderno, apesar do tempo em que foi feito. Minha amiga me explicou que os apartamentos hoje são disponibilizados por um preço baixo para os estudantes universitários e também estão disponíveis para aluguel para qualquer pessoa (por um preço mais alto, claro). Além disso, o lugar é cheeeio de gente fazendo cooper, corrida, andando de bike ou simplesmente passeando. Pegamos chuva (de novo) e, ao nos abrigarmos em baixo de uma árvore, conhecemos um casal de velhinhos caminhando com seus andadores pelo Parque Olímpico, achei o máximo.

Muitos canos aqui na Alemanha são assim, "pelos ares". 

Apartamentos da Vila Olímpia :)

Andamos mais um pouco e paramos num Festival que estava acontecendo naquele final de semana. Brinquedos para todas as idades (desde aqueles trenzinhos de 1 metro para crianças de 2 anos a brinquedos que viram de cabeça pra baixo e deixa todo mundo doido). Decidimos ir apenas na Roda Gigante para ter uma vista da cidade e do Parque também. Pagamos 6 euros (Ugh) pelo passeio, mas foi divertido. A vista é totalmente linda lá de cima, e dá pra ver o lago, onde as pessoas fazem pedalinho ou simplesmente relaxam. Tomamos uma cerveja (claro) e seguimos caminhando. Mais à frente, havia uma feira de roupas, todos os tipos de comida de parque (maçã-do-amor e tudo!! Humm), bolsas, acessórios, tiro ao alvo, pescaria. Muito bacana. Lá dentro, ainda tem uma piscina para quem quiser dar uma nadadinha e um aquário!! Na saída, fica o museu da BMW, mas não entramos porque já estava dando a hora de ir para outro lugar.

Vista do Festival de cima da Roda Gigante.. lindo!

Lago da Vila Olímpica

Seguimos para a famosa cervejaria Hofbräuhaus, tipicamente turística MESMO. 90% das pessoas que frequentam são turistas e os outros 10% ou trabalham lá, ou estão lá para levar amigos turistas. A minha amiga confessou que nunca havia entrado lá e que essa foi a primeira vez. Hahaha Olha, eu evito ao máximo lugares tipicamente turísticos, se não forem um “Must see”, mas esse eu recomendo muito a visita. Além da cerveja maravilhosa (sério, é muito boa) e anormalmente gigante (são servidas em copos de 1 litro – em outros lugares de Munique, também há essa abundância, mas só pedimos lá), a comida também é muito boa e o local é extremamente animado. Todo mundo feliz, conversando, sorridentes e animados com a música tipicamente alemã (uma bandinha de homenzinhos vestidos com aquelas roupas estilo Oktoberfest) e pessoas vestida iguais vendendo pretzels ou doces. Os garçons são extremamente irritados, mas você releva e curte o dia, mesmo assim. Ah, e prepare o bolso, o lugar é bem carinho.


A cerveja, como vocês podem perceber, é bem pequenina...

Bandinha típica pra dar uma "animada". rsrs

Ally (a americana do hostel), Eu e Astrid


Depois da “farra”, voltei para o hostel, arrumei e mala e logo dormi. Estava morta. No outro dia, meu ônibus saía novamente às 7h da manhã e, dessa vez, eu não queria estar indisposta nem me sentindo como se fosse morrer. Rsrs A volta foi mais tranquila, mas é uma viagem longa e cansativa. Se puderem ir de avião, vão!

Eu fiquei no hostel Wombat’s City e recomendo MUITO. O lugar é super central, fica a 2 minutos caminhando da Hauptbanhof (estação principal, enorme e cheia de conexões, mais parece um Shopping Center), além de ser diverto, cheio de jovens, recepcionistas simpáticos (o que não é comum na Alemanha, acredite!!). Fiquei num quarto compartilhado com 6 camas (só meninas, dessa vez), que era limpo diariamente e tinha um banheiro dentro do quarto (isso fez toda a diferença!!). Não achei barato, mas acredito que seja o preço da cidade, porque eu pesquisei bastante antes de fechar com eles e já tinha visto que tudo estava nessa faixa. Para vocês terem uma noção, em Praga eu paguei 46 euros para ficar 4 noites. Em Munique, paguei 92 euros por 3 noites. É, né… Ah, nenhum dos dois tinha café da manhã incluso.

É isso, gente. Estão aí meus dias nessa cidade que me agradou mais do que eu esperava. Espero que gostem e que usem as dicas de alguma forma.

Pra encerrar, nada melhor do que essa foto com a minha amiga Astrid que
foi uma ótima host nesses 3 dias de viagem! A primeira foi tirada em ago/2013,
quando nos conhecemos, e a última em ago/2016, ou seja, entra ano, sai ano,
e continuamos crianças! Graças a Deus!! Danke schön für alles, meine Schatz.


Se tiverem qualquer dúvida, podem escrever aqui ou me mandar e-mail.

Beijos de Weissbier,
Priscilla.

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