segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Campo de Concentração Sachsenhausen, Alemanha

Oi, gente bonitona!

Primeiro de tudo, deixa eu passar minhas redes sociais abertas porque, até agora, não fiz isso! :)
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Eu sempre posto muita coisa por lá da minha vida aqui na Alemanha e também dos países que visito.

Agora ao post!

Como eu falei nesse post aqui, recebi uma visita super especial aqui em Berlin diretamente de Brasília entre os meses de julho/agosto. Minha amiga Taynara veio passar uns dias aqui em casa e depois seguimos para aproveitar as praias croatas nesse verão europeu. Em um dos dias que ela esteve aqui, eu precisei trabalhar e deixei ela por conta da minha amiga Tati, carioca que também estava visitando a cidade. As duas e mais outras amigas resolveram visitar um campo de concentração da época da II Guerra Mundial, onde os nazistas mantinham os judeus, em uma cidade próxima a Berlim. A Tay fez fotos e conta aqui a experiência dela pra vocês.





Entrada do campo

Visitamos o Campo de Concentração Sachsenhausen, que fica na cidade de Oranienburg, a poucos quilômetros de Berlim.  Chegamos até lá de trem, em uma excursão, com mais de 50 pessoas. Como éramos muitos, nos dividiram em dois grupos, cada um comandado por um guia. Pagamos um pouco mais de 10 euros pelo passeio, além do ticket do trem (ticket ABC, recomendado pelo guia). Ah, também fomos orientados a levar alguns lanches e bebidas, já que lá não existem lanchonetes ou restaurantes e o passeio duraria algumas horas (das 11h às 16h30).
Assim que chegamos na cidadezinha, pegamos um ônibus até o campo. Andamos um pouco até a entrada e logo de cara  nos deparamos com um terreno enorme, murado,  em formato triangular, com torres de controle em cada ponta. Era  o Campo de Concentração Sachsenhausen. Por lá passaram mais de 200 mil pessoas e morreram, acredita-se, que entre 20 mil e 40 mil. Não só judeus, mas também políticos, homossexuais, religiosos, pessoas contrárias ao regime nazista.


Apesar de alto o número de mortos, o campo Sachsenhausen não é considerado um campo de extermínio como Auschwitz, mas sim um campo de exploração do trabalho.  Os prisioneiros morriam, principalmente,  de fome, pois se alimentavam duas vezes por dia  (de pão com margarina e leite) e trabalhavam de forma excessiva. Morriam também por doenças e pelas péssimas condições de higiene.  E claro, executados a tiros ou nas câmaras de gás.
Nós visitamos um dos barracões onde eles dormiam, ou melhor, se amontoavam. Só para se ter uma ideia, em alguns desses barracões, de aproximadamente 53 metros quadrados, dormiam cerca de 400 pessoas. Quando acordavam, por volta das 5h da manhã, eles tinham 30 minutos para higienização. As necessidades fisiológicas só podiam ser feitas duas vezes por dia (manhã e fim do dia). O banho acontecia em "banheiras" de água fria, que eles precisavam revezar (agora pense no inverno!). Só pra reforçar... 400 pessoas, em 30 minutos. Consegue imaginar? Surreal!

Local disponibilizado para o banho

"Banheiro"

"Quarto"


O clima ali de fato é pesado, a energia é estranha. A sensação é como se o sofrimento daquelas pessoas ainda pairasse pelo ar. Me senti muito mal em vários momentos, principalmente nos locais onde as pessoas foram mortas. Era como se um peso me empurrasse pelos ombros. Senti também uma dor de cabeça absurda, que só passou quando eu fui embora.
Bom, acho que deu pra ter uma ideia. Não vou falar mais, porque se não perde a graça. Eu recomendo o passeio.  É interessante, é curioso, apesar de triste, muito triste. Só como curiosidade, o nosso guia se emocionou várias vezes durante o nosso tour. E olha que ele faz a mesma coisa todos os dias.

Uma das Torres de observação

Pra encerrar, tenho só uma dica: Faça o seu registro fotográfico, como recordação, mas não pose pra foto sorrindo.  Não cabe!!!  Vi algumas pessoas fazendo isso e achei desnecessário.

Depois desse relato, eu mesminha já estou me programando para fazer essa visita o quanto antes e me repreendendo por não ter ido ainda. É doloroso e intenso, mas também é importante ver de perto tudo aquilo que lemos nos livros de história no colégio, não é mesmo?

Espero que tenham gostado.

Beijokinhas,
Pri e Tay.


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